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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

O meu caso com as rosas...

•✿✿•¨`•ઇ‍ઉ•¨`•✿✿•¨`•ઇ‍ઉ•¨`•✿✿•:

Não posso dizer, que as rosas como seres vivos  pertençam ao género   humano  mas posso garantir com toda a certeza que   que as rosas têm um papel importante na vida de muitos humanos!
A minha relação com elas no bom sentido da palavra é quase sempre de ordem sentimental  e
associada a  momentos da minha vida...
Aos  dezassete anos recebi um ramo de rosas vermelhas, de um admirador, alguém que eu mal conhecia. Mais tarde soube que era um conceituado pintor de arte,  alguns anos mais velho que eu...!
Não conseguiu a aproximação  que desejava, mas alguns anos  depois, ganhou uma amiga para sempre.

Quando casei,  tinha comigo  um bouquet de rosas brancas


Ao longo da vida recebi rosas  em varias ocasiões e já muito  tarde alguém me desperta de novo  o coração para o amor e com ele um bouquet de rosas amarelas, que o imortalizou e tornou inesquecível .



E porque as rosas me estão ligadas sempre sentimentalmente por laços invisíveis calculo que  elas sejam  o meu  "karma".




Eu que admiro Mozart, digo para mim muitas vezes que as rosas  poderão ser  o Mozart das flores, porque não houve compositor que se comparasse a Mozart em versatilidade, não há flores, arbusto, moita, trepadeira,  - onde a rosa não se sobreponha..rosas vermelha botão:


 O seu simbolismo perde-se nos primórdios da civilização asiática muito anterior à ocidental  Ela é o objecto, a metáfora o símbolo de todas as artes expressivas e imaginárias
roseira brava     Isso de ser exatamente o que se é ainda vai nos levar além" Paulo Leminski:

A rosa é tudo, desde a roseira brava  que cresce obstinadamente em lugares desolados e  batidos pelos ventos, à  aristocrata rosa da estufa, e comercializadas  o preço  pode atingir uma soma razoável.
Mas as verdadeiras  rosas, não são as que crescem nas estufas  .

☹ ☺ ㋡:

 As  rosas verdadeiras, são  as que crescem ao ar livre e contra a todas as intempéries.
 Antigamente só as via  pela primavera, agora e à revelia e após um descanso de tres meses entre Novembro e Fevereiro  elas crescem e florescem em qualquer altura, no seu estado natural, a mãe natureza..
.இڿڰۣ-ڰۣ—  THANK YOU...!!:
 E  por isso   penso nelas como se fossem pessoas, e  por vezes até me parece que elas fazem pose para a fotografia.
Aliás estou convencida que elas até me conhecem, de tantas vezes as acariciar com o olhar.


O que são  as rosas para mim...  ? Ora bem... 
As rosas vermelhas simbolizam alguém  de quem eu gostei e que já morreu.
As amarelas a quem amei  infinitamente.
As cor-de-rosa,  a minha mãe

 ¸¸.•*•❥:


As rosas brancas, maravilham-me com a sua fragãncia diferente das outras, e a sua auréola de  irrealidade  ( difíceis de fotografar) devido  à transparência das suas pétalas.brancas:
As rosas brancas transmitem paz - não a paz estagnada  e sentimental da pomba branca, mas a paz real  e até com certa malícia, isto é - as"pazes "que fazem entre si depois de um amuo as pessoas que se amam.


Todos o  sabemos, e a rosa branca parece sabê-lo ainda melhor...!
 (engraçado não é, as coisas que me vêm à cabeça, quando o assunto são as rosas!


¸.•*¨✿¨*❤  A pureza de espírito e a ociosidade são incompatíveis.  Mahatma Gandhi  ... estou tentada a concordar inteiramente com Gandhi   ....☺㋡  ....☺㋡  ....☺㋡:

Por vezes penso qual a que elegeria como minha preferida,
TODAS, sem duvida!
...  E  esperando que elas não me ouçam...

Mas a  rosa amarela...!
¸¸.•*•❥✿

 Como  Gertrud Stein  disse um dia...
 «Uma rosa, é uma rosa é uma rosa»


quinta-feira, 26 de julho de 2018

A lenda dos cogumelos venenosos


Há muito, muito tempo. num país distante, havia um pequeno bosque repleto de inebriantes tons de verdes e castanhos. Conta-se que este bosque era habitado por duendes que cuidavam dele como se fosse um jardim, e por isso crescia uma vegetação abundante e no solo os mais belos e saborosos cogumelos jamais vistos. Todos os anos, pela Primavera, vinham habitantes de outras terras em romaria só para ver e comprar tão exuberantes cogumelos.




Talvez por ser um lugar mágico, os jovens habitantes daquela aldeia escolhiam os troncos das suas árvores para fazerem juras de amor. Muitos eram os casais de namorados que se encontravam à noite às escondidas, por entre as folhagens dos arbustos e as grossas raízes que rompiam a superfície, e trocavam carícias e beijos proíbidos

Conta-se que uma noite uma jovem apaixonada seguiu o seu amado pela escuridão, calcorreando caminhos de pedras e terra batida apenas acompanhada por uma lua tímida. Perdida, e sem encontar o seu amado, a jovem sentou-se à beira de um pinheiro alto para descansar. Foi nesse momento que ouviu, não muito longe, risos e susurros. Levantou-se devagar, escondendo-se por detrás das ramagens de uma giesta, e viu destroçada o seu amado segurando com os braços outra rapariga da aldeia. A jovem ficou a vê-los enlaçados sobre uma cama de folhas amarrotadas e, quando abandonaram o local abraçados, o seu amado arrancou um cogumelo vermelho do chão e colou-o no decote do peito da  amada


Diz-se que a jovem chorou a noite inteira e as suas lágrimas invadiram o solo verdejante onde brotavam os cogumelos coloridos. A tristeza da jovem sensibilizou a natureza e nesse dia o sol não raiou. Uma penumbra apoderou-se do céu e todos cogumelos perderam a cor. Conta-se que depois daquele estranho dia em que o sol não nasceu e os cogumelos mudaram de cor, as pessoas que comeram aqueles cogumelos morreram envenenadas.

Lendas de Portugal

domingo, 27 de maio de 2018

A prisão dourada


Experimenta fazer esta experiência:

Constrói um castelo. Começa pelo chão e coloca-lhe mármore.
De seguida enche as paredes de obras de arte, e aqui e ali,  ouro, pássaros do paraíso, jardins suspensos e depois  entra lá para dentro..

Pode ser que nunca mais queiras de lá sair. Tens lá tudo o que sonhaste um dia e pensas;
Oh... finalmente! Que bem que aqui estou... !

Mas de repente, - quem diria - constroem muros à volta do teu castelo e dizem-te!
Tudo isto é teu  desde que nunca saias daqui.
Então, acredita, nesse mesmo instante desejarás abandonar  esse teu castelo trepando pelo muro e saltando  para fora.

De repente todo esse luxo  toda essa grandeza se torna num peso  e sentes um enorme  sofrimento..

Afinal ... apenas de uma coisa precisas.
Um pouco de  Liberdade...!


Foi em Dostoievski  e na sua Prisão Dourada texto extraído do seu livro  Crime e Castigo escrito em 1866 que pensei ao ver esta linda rosa a tentar sair pelo  muro  do jardim de uma  linda mansão ali para os lados das Antas.

Há cada coisa...


sábado, 12 de maio de 2018

Não posso adiar o amor...

rosa chá  A noite flutua  e as rosas dormem mimosas  aos beijos da lua.  Humberto del Maestro:

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração

17 Out 1924 // 23 Set 2013
Poeta/Ensaísta


Considerado um dos melhores poetas portugueses contemporâneos, António Ramos Rosa, recebeu inúmeros prémios e já viu o seu nome apontado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura.

A aventura das palavras que é a sua poesia não deixa indiferentes os que a lêem; o poeta figura em inúmeras antologias estrangeiras, nomeadamente na Europa e América-Latina.

Ler e partilhar a poesia de António Ramos Rosa é entrar numa viagem grátis pelo mundo perfeito da fantasia que é o da realidade



quarta-feira, 2 de maio de 2018


Segundo uma  lenda de origem  Alemã, no tempo dos contos de fadas, um cavaleiro, acompanhando em passeio a sua dama pela beira de um rio, viu umas lindas e minúsculas flores.
Atencioso apressou-se a colher um lindo bouquêt. mas escorregou e caiu ao rio.

 O peso da sua armadura não o deixou levantar-se e ao sentir que ia morrer afogado, ele atirou as flores para a sua amada, dizendo "Não te esqueças de mim"
A partir daí as florzinhas ficaram  a serconhecidas por este nome..."Não te esqueças de mim"...

quinta-feira, 1 de março de 2018

Sabes quem eu sou? Eu não sei .



Sabes quem eu sou? Eu não sei.
Outrora, onde o nada foi
Fui o vassalo e o rei,
É dupla a dor que me dói.
Duas dores eu passei.


 Fui tudo o que pode haver
Ninguém me quis esmolar;
E entre o pensar e o ser
Senti a vida passar
Como um rio sem correr

Fernando Pessoa
Poesias inéditas
(1930-1935) 1955

          « Estrangeiro aqui e em toda a parte»

Pessoa viveu como o Marinheiro do seu drama simbolista, por conta de um futuro que ainda não existe . É a leitura dos seus poemas quem o faz  adivinhar e apetecer . Há meio século isso era mais sensível para quem o descobria, e nele se descobria do que hoje, em que se tornou o lugar comum da cultura portuguesa e um ícone incontestável da cultura universal . O que ele desejou a vida inteira foi estar nu, nu culturalmente como ninguém  antes dele o estivera, pois não havia verdade ou verdades que pudessem ou tivessem o condão de o vestir.

Na ordem aparente da vida, o seu sonho fracassou inteiramente .
 Ninguém suportou a sua nudêz.

Todos nos consertámos para lhe oferecer a pátria que não teve, não queria e não podia ter.
Pessoa clamou isso em todos os tons, do fundo do poço com vista virtual para um céu que não o podia ouvir.
 Tem hoje a superpátria, que nem mesmo nos seus sonhos mais vertiginosos não se atrevera a imaginar. . Nunca esteve mais só, que no seu trono de pura glória. E já ninguém o pode devolver à sua solidão original, tão rente à alma de onde surgiam, como do caos mesmo os poemas onde ele era o absoluto estrangeiro de si mesmo,

 LuzB
                           

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Sentenças rimadas


Quem fêz a casa na praça
A muito se aventurou ;
Uns dizem que ela que é baixa,
Outros que de alta passou.


Tudo o que nasceu morreu
Lá no pino do verão;
Tudo torna a renovar,
Só a mocidade não !


Pelo céu vai uma nuvem
Todos dizem: - Bem na vi!
Todos falam e murmuram,
Ninguém olha para si.


A cantar ganhei dinheiro,
A cantar se me acabou;
O dinheiro mal ganhado,
Água o deu, água o levou .


Bendito Senhor da Serra,
Lá no alto do Padrão;
Quem não quer que o mundo fale,
Não lhe dê ocasião .


O cravo depois de sêco,
Foi-se queixar ao jardim:
A rosa lhe respondeu:
 - Por tempo tudo tem fim.


O ladrão do milho verde,
A manha que ele sabia:
Guardava orvalho de noite
P'ra beber em todo o dia !


Se à minha porta faz lama,
À tua faz um lameiro ;
Não digas mal de ninguém ,
Sem olhares p'ra ti primeiro.


Debaixo da trovisqueira
Saiu a perdiz cantando;
Deixemos falar quem fala...
É mundo, vamos andando


Tu queres subir ao alto,
Ao alto queres subir ;
Mas quem ao mais alto sobe,
Ao mais baixo vem cair.


Uma saudade me mata,
Uma crença me sustém,
Uma esperança me diz:
Após tempo, tempo vem.