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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Lenda Arturiana


                                                            
O verdadeiro rei Artur se é que realmente existiu, foi provavelmente um chefe de guerra de britãnicos romanizados que lutavam contra os saxões cerca do ano de 450 .Porém a importãncia de Artur nunca foi a sua realidade histórica, mas antes o seu poder como mito .
Na lenda celta Artur era um um herói hercúleo que matou o Gato Demoníaco de Losanne, atirou com o javali Twch Trwyth para o mar e até devastou a Terra dos Mortos para roubar o caldeirão mágico de Annwyn, do qual só os bravos e sinceros podiam comer.


O Artur que nos é familiar data de 1135 com a publicação da História dos Reis da Grã Bretanha de Geofrey de Monmouth.


Parece que Geofrey inventou o pai de Artur, Uther Pendragon ao traduzir mal a frase galeza  Arthur mab Uthr como «Artur filho de Uther» que na realidade quer dizer (Artur o Terrível). A partir daí procedeu à criação de uma história da vida de Uther que faria jus ao mestre Tolkien.


A narrativa de Geofrey diz-nos que Uther, tendo-se enamorado de Igerna mulher do duque da Cornualha comandou um exército contra o marido dela em Tintagel . No decorrer da acção, Uther pediu ao mágico Merlin que lhe desse a aparência fisica exata do duque Logo que Merlin o transformou, Uther no seu disfarce mágico, entrou no Castelo de Tintagel, apresentou-se no quarto de Igerna e, assim a confusa mulher concebeu um filho que se havia de tornar no grande rei Artur.


                                             Uther Pendragon


Quinze anos mais tarde Pendragon morreu e foi sepultado em Sthonenge .O jovem Artur foi coroado rei em Silchester e dedicou o seu tempo a guerrear com os saxões. Subjugou os escocesses,  casou com Guinevere, conquistou a Irlanda a Noruega a Dinamarca e com alguma dificuldade a França .
Conseguiu mesmo pôr em fuga um exército romano com  40 mil homens e preparava-se para marchar sobre Roma, quando uma traição no seu país o forçou a regressar à Grã-Bretanha.
O traidor, Mordred, foi derrotado numa grande batalha, mas Artur ficou gravemente ferido e teve de ser levado para a ilha de Avalon, para se curar. Aí entregou a coroa ao seu parente Constantino.


Muitos elementos deste relato são familiares aos leitores de A morte do rei Artur. de Sir Thomas Malory, onde a lenda arturiana atinge  seu auge e a melhor expressão . Malory serviu-se de fontes francesas para elaborar o conceito de cavalheirismo dos cavaleiros e inventou a Távola Redonda, à qual os melhores cavaleiros de Artur se sentavam como iguais.
Na época em que Malory escreveu o seu grande romance no século XV, os aspectos místicos, mágicos e sobrenaturais  da lenda arturiana tinham-se multiplicado e a demanda do Santo Graal tornara-se num ponto central. Malory, identificou a ilha de Avalon como Glastonbury, onde em 1191 monges afirmaram, terem encontrado ocaixão de carvalho de Artur e Guinevere. ( A mesma identificação foi feita no romance esotérico moderno As Brumas de Avalon, com a interessante sugestão da sua autora, Marion Zimmer Bradley, de que a ilha de facto existiu, num plano diferente e era habitada por sacerdotisas do antigo matriarcado pré-cristão)


Um aspecto persistente da lenda arturiana afirma que no epitáfio do tumulo de Artur se lê, Hic jacet Arthurus, rex quandam rexque futurus  - « Aqui jaz Artur, o rei do passado e do futuro» Esta citação mais do que tudo, tornou-se fundamental na crença e ainda corrente nos dias de hoje de que Artur regressará, para devolver de novo a glória à Grã Bretanha.


Dado que o poder de qualquer lenda deriva da sua capacidade de influenciar a mente humana não é totalmente  surpreendente descobrirem-se mitos arturianos - e em particular o ciclo do Graal - misturados nas modernas práticas esótéricas.



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