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sábado, 2 de janeiro de 2016

Mito e realidade em Van Gogh

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A indiscutível enfermidade psíquica que atirou Van Gogh para o suicídio criou uma lenda a seu respeito : o artista era um inadaptado! Porém, Van Gogh não era um romãntico desesperado, um inadaptado no plano social. É verdade que sempre se debateu entre o desejo de alhear-se da banal vulgaridade do mundo, e a vontade de "regressar do exílio...ao mundo das pinturas"onde sempre onde sempre se tem de manter a cabeça fria ante as contínuas disputas. Mas nesse conflito incessante, o espírito recusa-se a vergar, não aceita renunciar, não quer habituar-se à mediocridade que parece arrastá-lo.

Do ponto de vista político, Van Gogh foi um "republicano"  (contra a monarquia e o bonapartismo) desiludido, porém capaz de transpor para a sua arte os ideais, que supõe irealizáveis no plano político. Não é só possivel, mas também necessário servi-los por meio da arte.

A sua paixão humanitária, e social, a luta quotidiana para adquirir telas, cores, tintas pincéis (em vez de pensar em comer ), o seu permanente estado de conflito e a tensão da sua pesquisa artística, se não foram as causas da sua doença, contribuiram porém para a germinação do terreno próprio, ao advento da tragédia.


Certa vez, perguntando a Albert Einstein qual a definição de luz, ele respondeu: A luz... é a sombra de Deus