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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Os Dogon (II) Dogones


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Junto à fronteira de Burkina Faso, ergue-se a falha de Bandiagara . A falha que se prolonga para este até às montanhas Hombori  é uma profunda depressão formada por blocos de arenisca onde vivem diferentes povos, toucoulours peuls, songhois, makras e mais singular de todos os dogon.

No sopé da falha o povo dogon soube adaptar-se às  precárias condições do terreno

 

As suas casas erguem-se presas à rocha para aproveitar ao máximo o terreno cultivavel . E é nessa mesma rocha que se escondem os segredos e os costumes daquele que é um dos mais misteriosos povos de África.

 


Anualmente os dogon  circuncisam os filhos. Acreditam que as pessoas nascem com duas almas : uma de homem, outra de mulher.

Só com a circuncisão se repele a alma feminina e o menino se converte num autêntico homem.

Quando se celebra esta cerimónia, os dogon levam os circuncidados até às escarpas da falha .

Os homens adultos acompanham-nos e aconselham-nos enquanto lhes ensinam as antigas leis . Ao longo de dias da purificação estes homens-meninos  cantam e dançam, com umas simples vestes largas . Os circuncidados do ano anterior, vestidos com roupas diferentes estão sempre a seu lado . Com eles irão aprender as danças que celebram  a chegada dos novos homens ao povoado.

 

Quando a cerimónia chega ao fim os homens do povoado descem da parede que guarda os segredos das suas origens  guiados pelo Hogon o sacerdote e juiz da região depositário das crenças de um povo que não tem textos escritos.  Quando a comitiva chega às ruas, estas estão desertas.

Por estrita proibição da lei dogon, nenhuma mulher pode observar a cerimónia.

Para assegurar o cumprimento desta lei os acompanhantes – e em especial os circuncidados do ano anterior – adiantam-se à comitiva armados com paus.

 

Se uma mulher é surpreendida na rua bater-lhe-ão, como castigo ou, então, terá de pagar uma multa que geralmente consiste numa galinha.

 

Estas e outras tradições são transmitidas oralmente pelos anciãos a pessoas que se recusam a utilizar a escrita apesar de a conhecerem.

 

O povo que agora domina a falha, chegou há mais de seis séculos vindo de um local que se perde na noite dos tempos.

Alguns historiadores sustentam que eles eram parte do império pré- islâmico Mandé

O certo é que na escarpada parede que preside ao povoado se vêem casa que escondem a chave do enigma. Algumas são restos da antiga «povoação vermelha » formada por homens pequenos, expulsos pelos peuls à chegada à falha .Mas há outras que escondem cavernas, onde os primeiros dogon deixaram inúmeros pictogramas que falam de uma das maiores incógnitas do continente: A origem dos dogon.
Quando um grupo de cientistas da Universidade de Harvard, desvendou a primeira cavidade dos pictogramas, descobriu que se tratava de um verdadeiro compêndio de medicina e astronomia.Ali explicava-s, e o correcto funcionamento do corpo humano  e - o que é ainda mais surpreendente, - do nosso sistenma planetário . Saturno e os seus anéis, Júpiter e as suas luas sóis e planetas...Mas o maior mistério ainda estava por descobrir.


No interior das suas grutas os dogon escreveram um texto agora conhecido como a «Génese dos Dogon».
Nele conta-se como este povo veio de uma estrela obscura, uma das estrelas que segundo eles compunha o grupo Sírio e que se aproximava da terra de cinquenta em cinquenta anos.
Quando recentemente a ciência descobriu que Sirio era um sistema estelar composto por três estrelas uma das quais Sírio B edemora cinquenta anos a completar a sua órbita em volta de Sírio A, a ciência e a lenda pareciam estar de mãos dadas.
Os anciãos que conheciam a origem do seu povo  - talvez a lenda das estrelas - entregaram os seus segredos aos guardiãos do conhecimento aqueles que lhes permitiriam voltar a contactar com o mundo dos vivos .
São os Membros da Sociedade das Máscaras
Se existe um grupo relevante entre os dogon este é a Sociedade das Máscaras.
Os seus membros passaram por uma série de cerimónias secretas de iniciação e usam as máscaras sagradas. Representam animais ou ofícios e pertenceram a caçadores já mortos cujo espirito se apoderará do membro da Sociedade que usa a máscara durante as cerimónias.


A cada cinquenta anos e ao mesmo tempo que Sírio B Completa a sua órbita os membros da Sociedade realizam o Sigi, a principal festa dogon . As máscaras que ostentam uma cruz dupla representam o equilibrio entre o Céu e a Terra símbolo da estabilidade, e costumam encabeçar a dança .
Os movimentos dos dançarinos começam pausadamento, representando um Universo ordenado, mas vão-se convertendo, pouco a pouco num autêntico frenesim. É a representação da luta dos dogon contra os inimigos, o choque das forças positivas e negativas, da ordem e do caos...!


 

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