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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Num álbum

Eu olhos sei de uns,
que desde que os vi,
não vi mais nenhuns!

Vê tu por aí
se os achas; senão,
descubro-os a ti.

Que lindos que são !
Que modo de olhar!
Que terna expressão!

Já tenho pesar,
de os ver, porque enfim...
Que posso esperar...?

Ver fitos em mim
tais olhos...jamais
por certo; e assim,

suspiros e ais
é quanto terei,
de ver olhos tais!

Só vendo-os se crê
na graça, na cor.
No fluido, ou não sei.

Que doce esplendor...
Tão doce, que eu
não posso supôr
que exista outro céu

João de Deus
 «Campo de Flores»



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